Crioterapia ajuda corredores na recuperação
pós-treino, na prevenção de lesões e na reabilitação.
A crioterapia, tratamento baseado nos efeitos terapêuticos das baixas temperaturas, tem-se mostrado uma grande aliada dos corredores na recuperação e na prevenção de lesões. Entre seus benefícios, a técnica tem poder analgésico, diminui os espasmos musculares e é de fácil aplicação.
O fisioterapeuta do desporto, explica como a crioterapia funciona: “Apesar de
ser considerado um anti-inflamatório natural, o gelo nem sempre diminui a
resposta inflamatória, mas reduz os sintomas e sinais clássicos da inflamação:
dor, inchaço (edema), vermelhidão (rubor), aumento da temperatura local e ciclo
dor-espasmo-dor. Além de causar uma redução do consumo de oxigénio em
consequência da desaceleração do metabolismo, o que aumenta a sobreviva das
células de tecidos lesionados”.
O método é efetivo se aplicado logo após um trauma e ao longo do tratamento de
lesões como tendinites, contraturas, estiramentos, torções e distensões,
acelerando a reabilitação do atleta. Mas também pode ser incluído na rotina de
treinos, depois das atividades, como medida preventiva.
As formas de aplicação são variadas: bolsas com gelo, bolsas de gel congelado,
bolsas químicas, imersão em água gelada, massagem com gelo, além de sprays com
efeito congelante – todas elas utilizadas em ciclos de, em média, 20 minutos a
cada hora, segundo recomendação de Garcia.
Precauções
Durante a utilização do gelo, é preciso tomar alguns cuidados. “Evite regiões com grandes nervos superficiais, como o lado externo do joelho, junto à cabeça do osso da fíbula, e regiões sensíveis, como extremidades de mãos e pés. E nunca durma com uma bolsa de gelo junto a qualquer parte do corpo”, alerta.
A temperatura da aplicação também pede atenção. “A crioterapia deve ter temperatura média de 10° a 15°C, controlada por termómetro, sem ultrapassar o tempo máximo de 30 minutos, respeitando a tolerância do indivíduo. Em temperaturas abaixo de 10 °C, mas nunca inferiores a 4°C, deve-se diminuir o período de aplicação”, conclui o fisioterapeuta.
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