quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Seminário Nacional de Treino de Guarda-Redes

Seminário nacional de Treino de Guarda-Redes a 11 de Fevereiro de 2012
 Ver: Programa completo
Uma iniciativa que consideramos de grande importância para a compreensão do que é a formação de Guarda Redes

"Seminário Nacional de Treino de Guarda-Redes na Cidade do Barreiro O Futebol Clube Barreirense em parceria com a Escola de Guarda-Redes F.FLY e o Infantário Brincadeiras ao Cubo irão organizar o próximo evento de treino especifico de guarda...-redes tendo como tema central "O Treino específico nas várias etapas de formação".
Para mais informações contactar: 918569135 ou seminario.guardaredes@gmail.com"
Texto retirado do facebook de: Fábio Fernandes 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ranking das competições de Formação - Clubes da AF Setubal

 
Ranking 2011/12

  Ranking das competições de Formação da AF de Setúbal, inclui todas as equipas de formação, que disputam os campeonatos nacionais e distritais, sem exceção, e é baseado nos resultados publicados no site zerozero.
O ranking será atualizado semanalmente, sempre que possível, até à 5ª feira a seguir à realização dos jogos.
Os critérios para formação do ranking, são os seguintes:
Campeonatos Nacionais
CompetiçãoVitóriaEmpate
1ª Divisão 5 2,5
1ª Divisão - Play para Campeão 5 2,5
1ª Divisão - Play para Despromoção 4 2
2ª Divisão  4 2
2ª Divisão -Play Off Qualificação 4 2
2ª Divisão - Play Off para Promoção 4 2
2ª Divisão - Play Off para Despromoção 3 1,5
Campeonatos Distritais
Futebol de 11
1ª Divisão 3 1,5
2ª Divisão 2 1
3ª Divisão 1 0,5
Torneios Complementares/Encerramento  1 0,5
Futebol de 7
1ª e 2ª Fases 3 1,5
Fase Complementar 2 1
Torneios Complementares/Encerramento  1 0,5

Consultar:  Ranking de Formação AF Setúbal

sexta-feira, 24 de junho de 2011

AF Setúbal – Futebol de 7 – Parabéns aos Campeões





Terminaram as competições de Futebol de 7 da Associação de Futebol de Setúbal, parabéns aos campeões, todos eles foram justos vencedores.




Recordemos aqui os campeões:


INFANTIS A:


GINÁSIO CLUBE DE CORROIOS
Ver Clasificação final: http://www.zerozero.pt/edicao.php?id_edicao=20087


INFANTIS B:

ALMADA ATLÉTICO CLUBE
Ver Clasificação final: http://www.zerozero.pt/edicao.php?id_edicao=22336



BENJAMINS A:


VITÓRIA FUTEBOL CLUBE
Ver Clasificação final: http://www.zerozero.pt/edicao.php?id_edicao=21308



BENJAMINS B:


GRUPO DESPORTIVO FABRIL DO BARREIRO
Ver Clasificação final: http://www.zerozero.pt/edicao.php?id_edicao=22005


FS.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Porque simpatizamos com alguns clubes …


A propósito da final da Liga dos Campeões que se disputa em Londres, a 28 de maio de 2011, entre o Manchester United e o F. C. Barcelona, vou aqui recordar as minhas simpatias por clubes europeus, que são em primeiro lugar o Manchester United, em segundo  o F. C. Barcelona e em terceiro o Real Madrid.
Dirão que estas são escolhas lógicas,  pois por estas equipas passaram os melhores jogadores portugueses, dois deles chegaram ao título de melhor jogador do mundo, e são das melhores equipas da atualidade. Esta simpatia nada tem a ver com isso, e até aconteceram em épocas, que as mesmas perderam com equipas portuguesas, títulos europeus, isto já lá vai mais de meio século.

O Manchester United, na época de 1962/63, defrontava o clube da minha simpatia o Sporting Clube de Portugal, que eliminou a equipa do grande capitão Sir Bobby Chralton, depois de ter perdido em Inglaterra por 4-1, com uns concludentes 5-0. Não foi nem pelos resultados, nem tão pouco pelo capitão que fiquei fã do Manchester, foi pelo jogador genial, daqueles que só aparecem de século a século, o irlandês George Best, que hoje pouco se fala dele, quando se apontam os grandes génios, tinha tanto de genial no campo, como extrovertido fora dele.


O F. C. Barcelona, na época de 1960/61, chegava à final da Taça dos Clubes Campeões Europeus que se realizava em Berna na Suíça, o Sport Lisboa e Benfica, treinado então por Bella Gutman, foi o primeiro jogo que vi pela televisão, que acabava de chegar, ainda não a nossas casas, mas nalguns cafés ou coletividades, a preto e branco, o Benfica venceria por 3-2, mas fiquei desde então com grande simpatia por esta equipa.


Com o Real Madrid, na época 1961/62, foi quase uma repetição do que aconteceu no ano anterior, com o Benfica a chegar à final Taça dos Clubes Campeões Europeus, que se realizava em Amesterdão, desta vez para defrontar o outro rival espanhol, o Real Madrid, que a equipa portuguesa venceria por 5-3, depois de uma grande reviravolta. Desta vez as razões que me levaram a simpatizar com este clube não foram bem as mesmas, talvez tenha sido o fato desta equipa ter vencido as 5 primeiras edições desta prova, e no seu seio militarem jogadores como Santamaria, Alfredo Di Stefano e Puskas entre outros, Puskas até marcou nesse jogo 3 grandes golos, que não chegaram para vencer, presenciei também este jogo pela televisão.

Não é por acaso que estes clubes têm uma longevidade tão grande ao mais alto nível, não será só pelo suporte financeiro que possuem, mas também porque investem muito na formação, onde têm as melhores escolas do mundo.

Nesta final que agora se disputa, não me encontro dividido, a minha simpatia vai para a equipa do Manchester, que além de ser a primeira nas minhas escolhas, conta no seu plantel com um jogador Luso-Caboverdiano (Cabo Verde onde vivi quase uma década), o Nani, natural da Ilha do Sal. Se ganhar o Barcelona, não ficarei dececionado, porque é o 2º clube na minha simpatia, por onde passaram jogadores como Luís Figo, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma, todos eles oriundos das escolas de formação do Sporting Clube de Portugal.

sábado, 14 de maio de 2011

AF Setúbal – Fase Final do Campeonato Distrital de Infantis B

Inicia-se a 21 de maio de 2011 a Fase Final do Campeonato Distrital de Futebol de Infantis B, da AF de Setúbal, depois de disputada a 1ª fase em 3 séries, onde apenas o 1º classificado da cada série era apurado para esta derradeira fase.
Ficaram apuradas as equipas do Almada Atlético Clube, na série A,   Grupo Desportivo Fabril do Barreiro na série B e Playhouse Sport Academia na série C.
A série A foi totalmente dominada pela equipa do Almada desde o início do campeonato.
A série B, talvez a série mais competitiva, onde participaram muitas equipas que no ano anterior na competição de escolas A , passaram às fases seguintes, tendo mesmo uma delas se sagrado campeã (F C Barreirense). O GD Fabril depois de algum domínio a meio da competição, veio a perder alguma vantagem, acabando por se qualificar na última jornada, beneficiando de uma irregularidade cometida pela equipa do Almada B e do empate em casa do D. Portugal com o Q. do Conde, no entanto parece-nos que foi a equipa mais consistente durante toda a competição e está nesta fase por mérito próprio.
A série C, muito desequilibrada entre as equipas de topo e as restantes equipas que compunham a série, foi disputada entre três fortíssimas equipas até à última jornada, depois de alguma indefinição, veio a ser ganha, quanto a nós, pela melhor equipa, a Playhouse Sport Academia, que no entanto teve que fazer apelo a todos os seus argumentos, para levar de vencida, no último jogo uma das concorrentes diretas.
Na fase final tudo pode acontecer, mas para nós as favoritas são as equipas do Almada e da Playhouse, cabendo à equipa do Fabril do Barreiro a missão de contrariar esse favoritismo.
Veja aqui o calendário:

Fotografias trabalhadas a partir de:
Blog Infantis B do Almada:
Blog Infantis B do Fabril:
Facebook de Rafa Bernardo:
FS

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Que quadro competitivo para futebol de 7 da AF Setúbal?

Nas competições de futebol de 7, escalões de formação, vem-se assistindo a resultados que em nada dignificam a competição, senão vejamos, de entre muitos exemplos que poderia apontar, vou destacar apenas 2:

1º Exemplo – Num determinado jogo a equipa visitante venceu a equipa visitada por nada menos de 0-31. No entanto nem tudo foi desequilibrado nesta partida, houve um aspeto do jogo em que o equilíbrio foi notório, o tempo de posse de bola, a equipa vencedora demorou mais ou menos o mesmo tempo, após a recuperação de bola até introduzi-la na baliza adversária, que a equipa vencida demorou a ir buscá-la ao fundo da baliza, passando pela reposição até à sua perda.
Bem esteve o árbitro ao não prolongar o jogo, como está determinado, para compensação das paragens, que com tantos golos, deveria ter mais  15 a 20 minutos, não aumentando assim o calvário da equipa vencida.

2º Exemplo – Numa outra partida com equipas com uma diferença de valor mais ou menos igual ao do primeiro exemplo, a partir da 2ª parte e quando o resultado se aproximava de números equivalentes ao da partida anterior, a equipa que perdia, foi retirando elementos do campo, acabando o árbitro por ser forçado a terminar a partida, antes do fim do tempo regulamentar, dado aquela equipa não ter em campo o número mínimo de elementos para que o jogo pudesse continuar.

São dois exemplos bem elucidativos do que vai acontecendo com bastante frequência todos os fins de semana nas competições da AF Setúbal. Estas situações não beneficiam nem as equipas vencidas, nem  vencedoras, nem tão pouco a formação. Era já tempo da AFS rever o quadro competitivo nestes escalões, à semelhança do que vem fazendo em relação às competições de formação, no futebol de 11, criando 1ª, 2ª e até 3ªs divisões, dado existirem equipas em número suficiente para esse efeito, tornando assim os campeonatos mais competitivos.

domingo, 24 de abril de 2011

AF Setúbal –Benjamins B - Fase Final




Terminou no dia 16 de março a 1ª fase da competição de Benjamins B, com o apuramento das equipas do Beira Mar Atlético Clube de Almada, Grupo Desportivo Fabril do Barreiro e Playhouse Sport Academia, respetivamente na séries A, B e C.
Foram 3 séries bem disputadas com incerteza quanto às equipas que viriam a ser apuradas.




Na série A, a luta prolongou-se até à última jornada, sendo o apuramento só definido por desempate entre o Beira Mar de Almada e o Almada Atlético Clube, pelos resultados entre si.
Na série B, a luta também foi até à última jornada onde se defrontaram os dois primeiros classificados no campo do Desportivo de Portugal, tendo levado a melhor a equipa do Fabril do Barreiro, que venceu esse jogo por uns concludentes 5-0, esta equipa do Fabril é a herdeira da equipa de Escolas C do mesmo clube campeã distrital desta categoria na época 2009/10.
Na série C, a disputa não foi levada até à última jornada, mas também foi uma série com algum equilíbrio entre as equipas do Playhouse, Olímpico do Montijo e do Desportivo Alcochetense, tendo ficado resolvido o apuramento a uma jornada do fim a favor da equipa da Playhouse, equipa que se mostrou mais consistente durante toda a competição. Esta equipa é composta na sua base por jogadores que transitaram da época passada da equipa de Escolas C do F. C. Barreirense, incluindo os seus treinadores.

Numa fase final como esta, não podemos dizer que haja um favorito à partida, porque chegadas até aqui todas as equipas ambicionam a conquista do título, nem tão pouco o facto da equipa do Fabril do Barreiro ser composta pelos elementos que conquistaram o título de Escolas C da época anterior, os pode colocar como favoritos, porque a idade é outra e a evolução nestas idades não se processa da mesma forma para todos os atletas.
Veja o calendário da fase final: http://www.zerozero.pt/edicao.php?id_edicao=22005

FS

segunda-feira, 28 de março de 2011

AF Setúbal - Benjamins A – Balanço da 2ª FASE


Terminou no dia 19 de Março a 2ª fase do campeonato distrital do escalão de Benjamins A da Associação de Futebol de Setúbal.

Foi uma fase bem disputada pelas 18 equipas que a compunham, divididas por 3 grupos, aqui e ali, com alguma polémica pelo meio.

Mas vamos ao que interessa:

No grupo A, o Ginásio de Corroios dominou completamente o grupo não deixando qualquer margem para dúvidas sobre o seu apuramento, ainda bastante cedo, para o segundo lugar que dava também o apuramento para a fase seguinte, houve uma luta renhida entre as equipas do Leão Altivo e  Monte da Caparica até à última jornada, acabando por ser favorável à equipa do Leão Altivo, por desempate nos confrontos entre as duas equipas.

No grupo B, na nossa opinião, o grupo mais forte, com três excelentes equipas, que mereciam estar na 3ª fase, que lutaram até ao fim pelo apuramento, acabou por ficar de fora a equipa que era a favorita à partida, o GD Fabril, tanto para ganhar a série, com o próprio campeonato, provando-se assim que os jogos se ganham no campo e não através do favoritismo antecipado. Surpreendente foi o apuramento da equipa do Futebol Clube Barreirense, apenas para quem não acompanhou a evolução desta equipa desde o início. O apuramento da equipa do Desportivo Alcochetense, foi o que era esperado à partida.

No grupo C, o menos competitivo, destacou-se neste grupo  o Vitória de Setúbal de todas as outras equipas, esta equipa ganhou o grupo com toda a autoridade, contando por vitórias os jogos disputados, ficando o apuramento da segunda equipa reservada ao GDR 1º de Maio e o Pinhalnovense, acabando a primeira por levar a melhor ao derrotar o seu adversário directo a uma jornada do fim.

São estas as equipas que irão a partir de 2 de Abril disputar a 3ª fase desta competição. As restantes equipas disputarão um torneio complementar distribuídas por 2 séries.

Calendários

Torneio Complementar:

FS.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Infantis A - Equipas apuradas para a Segunda Fase e Fase Complementar


Estas foram as equipas que ao longo da 1ª fase demonstraram ser as melhor apetrechadas para integrarem estas duas fases seguintes:
A AF de Setúbal deveria ponderar a criação duma 1ª divisão neste escalão, nesse caso estas 16 equipas constituiriam um bom ponto de partida para integrarem essa divisão.
Poderia ser criada a segunda divisão com 3 ou 4 séries com as restantes equipas que irão disputar o torneio complementar.
Haveria subidas e descidas conforme as classificações.
Equipas apuradas para a SEGUNDA FASE
  • Corroios
  • Barreirense
  • Pinhalnovense
  • Paio Pires
  • Cova da Piedade
  • V. de Setúbal
  • Quintajense
  • "Os Amarelos"

Equipas apuradas para a FASE COMPLEMENTAR
  • Fabril do Barreiro
  • "Os Pelezinhos"
  • Alcochetense
  • Desportivo de Portugal
  • Sesimbra
  • Almada
  • Olimpico do Montijo
  • Sonho XXI - Futindoor
Ver calendário: http://www.zerozero.pt/edicao.php?id_edicao=20089

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"Formação esportiva: privilégio de alguns ou oportunidade para todos"

1. Introdução

É importante enfatizar e entender que a criança não é um adulto em menores proporções e, o esporte e todo o seu processo e fatores devem ser organizados para ela e não para satisfazer as vontades e anseios dos adultos.
Nesse sentido, Priszkulnik (2002) citando Freud diz que os pais acham-se na obrigação de atribuir todas as perfeições ao filho e de omitir todas as suas deficiências, e ainda, fazer com que a criança realize os "sonhos" que eles não conseguiram.
Essa idéia se aplica não apenas aos pais ou responsáveis, mas também aos professores. Assim, a idéia que se tem é o padrão de adulto a ser atingido. É preciso entender a criança como ser humano que não é pior nem melhor que o adulto, mas quantitativa e qualitativamente diferente.
Entende-se que o processo de formação esportiva, principalmente o treinamento com crianças e adolescentes, não deve visar apenas o alto rendimento, mas um processo de ensino-aprendizagem, ou seja, um processo pedagógico.
O processo de formação esportiva consiste em uma fase onde se pode optar pelo direcionamento da vida esportiva do indivíduo. O principal objetivo é a orientação com os processos, os meios a serem seguidos para contribuir na delimitação, conformação da personalidade do indivíduo e na busca de um referencial da cultura de movimento (GRECO, 2000).
Independentemente de seu potencial, os indivíduos devem percorrer determinadas fases no processo de formação esportiva. Segundo a literatura (BOMPA, 2001; GRECO, 2000; WEINECK, 1999; ZAKHAROV, 1992) o processo de formação esportiva deve se preocupar com uma iniciação básica geral que procure desenvolver todas as capacidades e habilidades motoras básicas, priorizando um trabalho multilateral e variado até aproximadamente 11/12 anos de idade (início da primeira fase puberal - pubescência). A fase seguinte seria a especialização ou formação específica que consiste em treinamento físico, técnico e tático específico para a modalidade escolhida, a partir dos 13 anos de idade aproximadamente (segunda fase puberal). A fase de alto rendimento seria a estabilização e aprimoramento dos aspectos desenvolvidos na fase anterior com o objetivo de performance, recomendado para a fase final da adolescência.
Greco (2000) acrescenta a fase de orientação que sob a base da iniciação básica geral, pode-se começar com a orientação técnica de duas modalidades esportivas, de preferência complementares. Na fase de direção as crianças e adolescentes que não têm potencial para o esporte de alto rendimento devem ser orientadas para que o utilizem como forma de lazer e saúde. Também, deve existir a readaptação do atleta após encerrar sua carreira esportiva para que ele utilize o esporte como lazer e saúde. Abaixo, a proposta de formação esportiva baseada em Greco (2000).
Figura 1. Fases da formação esportiva (Adaptado de GRECO, 2000)

2. Prontidão
Para se analisar o momento que a criança está preparada para a competição esportiva deve-se considerar o conceito de prontidão. Prontidão seriam os pré- requisitos necessários para um novo aprendizado ou novas experiências (FERRAZ, 2002).
O conceito de prontidão está relacionado com o período ótimo de aprendizagem, ou seja, antes disso a aprendizagem é prejudicada e, após, perde-se a oportunidade de explorar o melhor potencial do indivíduo. Não existe um período ótimo para todos os domínios, pois cada um tem suas especificidades.
Com relação à prontidão cognitiva e moral, segundo Ferraz (2002), as crianças pequenas julgam os atos pelas conseqüências das ações sem levar em consideração as intenções ou os motivos (causa e efeito), portanto devem ter orientações diferentes dos adolescentes e adultos.
Até o período da segunda infância e início da adolescência é necessário que se considere o aspecto cognitivo moral complexo demais para essa fase de desenvolvimento, deve-se enfatizar a prática esportiva lúdica (FERRAZ, 2002).

Quadro 1. Desenvolvimento da prática e da consciência das regras (FERRAZ, 2002- baseado em PIAGET)
Reconhecer que a competição é um processo de comparação social requer estruturas cognitivas complexas, ou seja, prontidão social e psicológica.
Até aproximadamente os 10 anos persiste a dificuldade em perceber a complexa relação causal entre os vários fatores que regulam seu desempenho: habilidade, esforço, dificuldade, condições, etc. Assim, atribuir aos resultados causas incorretas pode gerar sentimentos de incompetência ou impotência levando à desmotivação e abandono (FERRAZ, 2002; NASCIMENTO, 2000).
O sentimento de onipotência pode ser também prejudicial para o desenvolvimento da personalidade. A ênfase na vitória se transforma em pressão geradora de ansiedade.
Deve-se priorizar a oportunidade de jogar (participação), o jogar bem , divertir-se, fazer o melhor que se pode. A referência para a melhora deve ser o próprio jogador. O desenvolvimento moral depende da demonstração, da explicitação do modo de produção das regras para que se possa apreciar verdadeiramente o seu real valor.
A prontidão motora está relacionada com o processo de desenvolvimento motor. Diz respeito ao desenvolvimento, combinação, refinamento e especialização de habilidades motoras básicas (locomoção, manipulação e estabilização).
As modalidades esportivas, freqüentemente, utilizam apenas algumas dessas habilidades gerando diminuição do repertório motor, quando trabalhadas precocemente. As técnicas devem ser o ponto de chegada do processo de aprendizagem e não o seu ponto de partida.

Quadro 2. desenvolvimento motor humano e relação com as fases da formação esportiva (Baseado em GALLAHUE, 2002 e GRECO, 2000).
Entende-se que a falta de critérios e procedimentos adequados, como os mostrados anteriormente podem levar à especialização precoce. Pode-se citar como principais causas da especialização precoce a ausência de profissionais preparados; ex-atletas sem qualificação e leigos atuando como professores; e pressão dos pais, dirigentes e responsáveis. Como conseqüência essas crianças e adolescentes podem não chegar às etapas das elevadas prestações esportivas acabando a carreira mais cedo, reduzir o tempo de atividade esportiva de alto nível ou não atingir os rendimentos esperados (BOMPA, 1999; WEINECK, 1999; MARQUES, 1991).
 O fracasso por falta de talento faz com que a criança e o adolescente sintam-se excluídos do meio esportivo. As crianças menores só entendem as emoções simples como alegria e tristeza. As emoções complexas como orgulho, vergonha e culpa dependem da maturidade para compreendê-las. Se uma criança imatura não atinge o resultado esperado e existe uma cobrança para a vitória esse fato pode causar uma frustração e possível abandono (sentimento de derrota), a ênfase na vitória se transforma em pressão geradora de ansiedade (ARENA, 2000). De acordo com o que foi abordado, entende-se que a observância desses procedimentos pode evitar a especialização precoce, incentivar o uso ativo das horas de lazer e valorizar a cultura esportiva e auxiliar para a formação de um indivíduo consciente de seu papel na sociedade.

3. Aspectos socioculturais para a formação esportiva:
    Considerações finais
No processo histórico do esporte o aspecto social sempre esteve presente, porém com objetivos e interesses diversos. Estes diferentes enfoques decorrem de diferentes visões de sociedade ou teorias sociais. As correntes sociológicas como funcionalismo, marxismo, neomarxismo e multiculturalismo tem relações, aproximações e influências diretas com o esporte.
Segundo Cunha Jr. (2000) a teoria funcionalista vê a sociedade como um sistema formado por diversas partes independentes que acabam por formar um todo onde existe uma estratificação social, definida como a valorização diferencial dos indivíduos e seu tratamento como superiores e inferiores em relação a aspectos socialmente relevantes. Predomina nesse modelo uma visão instrumental do esporte que assume funções: compensatória (compensar o trabalho intelectual), utilitarista (preparar o corpo para o trabalho) e moralista (suportar a disciplina e imposições da vida social).
A idéia de que a criança e adolescente através do esporte aprende a convivência social, obediência às regras, esforço pessoal, conviver com vitórias e derrotas, independência, confiança, responsabilidade, tem um papel positivo-funcional camuflando os disfuncionais e colaborando para o perfeito funcionamento e harmonia da sociedade na qual se inserem, sem relacionar o esporte com o contexto sócio-econômico-político e cultural que se objetivam (BRACHT, 1992).
A teoria marxista vem denunciar que o esporte tem servido historicamente aos interesses hegemônicos da classe dominante moldado pelos que detêm o poder e os meios de produção. No capitalismo os trabalhadores são manipulados e coagidos a buscar satisfação pelo consumismo e espetáculos de massa, como o esporte, que está ligado ao consumo através de propagandas, vendas de equipamentos e artigos, entradas, concorrência, disciplina, competição, superação, etc (CUNHA JR, 2000).
As análises que criticam a função socializadora que o esporte e educação física cumpre parte de uma teoria que pode-se chamar de abordagem ou ótica do conflito. Segundo essa teoria é mais correto ver a sociedade do ponto de vista de suas contradições históricas, ou seja, não são harmônicas e funcionais, mas tem contradições fundamentais (BRACHT, 1992).
Bracht (1992) diz que: "Precisamos entender que as atitudes, normas e valores que o indivíduo assume através do processo de socialização no esporte, estão relacionados com sistemas de significados e valores mais amplos, que se estendem para além da situação imediata do esporte" (BRACHT, 1992, p. 183).
Para Coakley (apud CUNHA JR, 2000) a teoria marxista, com relação ao esporte, não considera que as pessoas têm a capacidade de redimensioná-lo de acordo com seus próprios interesses, não defende o esporte regional e recreativo e não entende a participação esportiva como uma experiência criativa, expressiva e libertadora.
O pensamento neomarxista, segundo CUNHA JR (2000), defende que a educação física e o esporte devem ser progressistas e transformadores onde o professor de educação física atue como intelectual construtor de uma nova direção política, de uma nova hegemonia e de uma nova concepção de mundo, superior e democrático indo além da pura e simples transmissão de técnicas de ginástica e esporte.
O referencial do multiculturalismo focaliza as questões pertinentes aos grupos sociais minoritários, no que diz respeito as desigualdades, injustiças, preconceitos sofridos na sociedade. No referencial multiculturalista a educação física e o esporte devem dar atenção à diversidade e ao pluralismo cultural denunciando a ocorrência de discriminação e opressão que tem sido experimentada por alguns segmentos da sociedade (CUNHA JR, 2000).
No ser humano existe a relação triádica indivíduo/sociedade/espécie onde nenhum dos termos deve subordinar-se ou reduzir-se ao outro, pois:

"… a complexidade humana não poderia ser compreendida dissociada dos elementos que a constituem: todo desenvolvimento verdadeiramente humano significa o desenvolvimento conjunto das autonomias individuais, das participações comunitárias e do sentimento de pertencer a espécie humana" (MORIN, 2001, p. 55).

Segundo Garcia (2002), o homem deve ser entendido como um fim e nunca como um meio e o esporte (desporto) deve estar a serviço deste e nunca o contrário. Completa dizendo que uma teoria do esporte deve levar em consideração a diversidade humana e qualquer tentativa de compreensão deve passar por uma reflexão do tipo antropológica.
O movimento não é a essência do antropologia do esporte, mas o movimento processado pela cultura. Tão importante quanto estudar a ação motora é estudar o ser humano que executa essa ação. Assim, o ponto central do esporte passa a ser o praticante e suas representações, não se limitando ao executado (GARCIA, 2002).
Enfim, o esporte não deve(ria) ser pensado, praticado e ensinado com vantagens e privilégios concedidos a poucos e exclusão de outros, ou seja, contra o direito comum de todos terem uma formação esportiva digna e legítima.

Texto de: Alfredo Cesar Antunes -  Mestre em Ciência da Motricidade Humana Faculdade Assis Gurgacz - Cascavel-PR