segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Bola oficial para seniores de futebol e prémio em perspectiva para 2016/17

Clubes representados na Assembleia-Geral, da última sexta-feira, sugeriram a oficialização de uma bola para as provas de futebol sénior e a atribuição de um prémio individual para a próxima temporada.

Depois de aprovadas as boas contas da AF Setúbal, relativas à época anterior, o presidente da Mesa da Assembleia-Geral da AF Setúbal, Francisco Cardoso, abriu espaço à discussão de Assuntos Diversos, aquele que foi o segundo ponto da Ordem de Trabalhos previsto para a mais recente reunião-magna da instituição.

Um período em que os clubes aproveitaram para abrir um leque de sugestões e preocupações relacionadas com a dinâmica competitiva, às quais o presidente da Direcção, Joaquim Sousa Marques, não hesitou em responder na totalidade.

Charneca
deu o mote

O presidente do Charneca de Caparica, José Manuel Santos, deu o pontapé de saída com quatro questões em jeito de proposta a considerar a breve prazo.

O dirigente charnequense sugeriu o regresso da oficialização da bola para as provas de futebol sénior na I divisão; a obrigatoriedade de, pelo menos, um massagista qualificado em cada jogo, a assumir pelos clubes visitados; a importância do contacto entre clubes e árbitros na pré-época, de forma a fomentar o conhecimento da realidade dos emblemas, e a instituição de um prémio para o melhor marcador do campeonato da I divisão distrital e para o melhor guarda-redes.

Na resposta à primeira ronda de questões levantadas, o presidente da Direcção reconheceu que a oficialização da bola para a I divisão distrital é um tema que irá merecer atenção, abrindo portas a que, caso seja encontrada uma solução adequada, possa ser implementada na próxima época.

Quanto os massagistas, apesar de ver na ideia uma questão muito relevante, o condicionalismo de alguns clubes podem fazer com que a proposta seja de difícil implementação. Todavia, o líder da AF Setúbal não hesitou em admitir que a instituição venha a, pelo menos, aconselhar os clubes para seguirem a sugestão.

No plano do contacto entre clubes e árbitros, Sousa Marques entendeu que essa manifestação de interesse deve ser promovida pelos clubes e não pela associação. “Admito, que o Conselho de Arbitragem vá corresponder a essa ideia”.

A instituição de prémios individuais aos jogadores na I divisão distrital de futebol ganhou igualmente simpatia. “Estamos num período de renovação dos procedimentos informáticos e creio que o prémio para o melhor marcador possa vir a ser uma realidade na próxima época. Quanto ao melhor guarda-redes, por tratar-se de uma avaliação mais personalizada, será mais complicado”, registou.
 
Sesimbra
focou a segurança

A questão da segurança nos jogos das camadas de formação foi levantada pelo presidente do Sesimbra, Sebastião Patrício. Divergindo da regra de haver Pontos de Segurança (PCS) nos jogos dos escalões formativos, o dirigente questionou a eficácia dos mesmos e os efeitos que daí advém, considerando, face à falta de critério dos árbitros quanto à sua obrigatoriedade.

Um alerta partilhado pelos responsáveis do Olímpico do Montijo.

A observação foi tida em conta pelo presidente da AF Setúbal, que deixou a garantia de promover a discussão sobre o tema com o Conselho de Arbitragem no sentido de poderem vir a ser encontradas soluções mais ajustadas.

Entretanto, do lado da Associação Cutural Busuioc, o presidente Carlos Chaínho solicitou uma maior regularidade e a entrada em competição nas provas de traquinas e questionou a implementação da lei do fora de jogo nos infantis com apenas um árbitro em campo.

Na resposta, Sousa Marques começou por garantir que o futebol de base não terá carácter competitivo, uma vez que a realidade lúdica é, reconhecidamente, a mais indicada para aquelas idades.

A evolução competitiva dos infantis não deve deixar de ser complementada com a regra do fora de jogo, ainda que seja admitido que apenas um árbitro tenha dificuldade de interpretar a lei da melhor forma, foi o sentimento partilhado pelo líder da AF Setúbal.

“Os Amarelos”
perto do relvado

Perto do final do debate, Nuno Soares, vice-presidente de “Os Amarelos” aproveitou a ocasião para enaltecer a solidariedade institucional promovida por Vitória de Setúbal, Grândolafoot, Ídolos da Praça, Alcacerense e Palmelense e o empenho dos serviços da AF Setúbal pelo apoio que deram ao clube evitando a desistência de uma equipa de formação e anunciaram que a breve prazo vão passar a dinamizar as actividades num recinto relvado.

O presidente Sousa Marques saudou a notícia e felicitou a concretização de um desejo antigo do clube.

Ainda houve tempo para o Charneca de Caparica elogiar o formato da Taça AFS em futebol sénior.

Presidente da AG
vincou importância dos clubes  

O remate final da sessão coube a Francisco Cardoso. O líder da AG lembrou que os clubes são a AF Setúbal e que devem ser cada vez mais interventivos para que a associação seja mais forte.

“As assembleias-gerais servem para isto mesmo e desejamos que este seja o espaço para encontrar as melhores soluções em nome de todos”.

Francisco Cardoso não fechou os trabalhos sem libertar votos de Boas Festas e um Ano Novo com os maiores sucessos para todos os clubes filiados.

Texto: Notícias AFS

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