terça-feira, 28 de setembro de 2010

TREINO DA TÉCNICA DESPORTIVA

A técnica desportiva é definida como o domínio completo das estruturas motoras económicas de exercícios desportivos, considerando o resultado máximo a ser atingido nas mais difíceis condições da competição.

Uma técnica defeituosa impedirá que o atleta coloque suas potencialidades físicas (força, flexibilidade, resistência, etc.) crescentes a serviço de uma "performance"específica superior.

A técnica não tem a mesma importância em todos os desportos. Portanto, o aperfeiçoamento técnico deve receber em cada modalidade uma aplicação diferente. O caminho para a perfeição técnica no desporto é definido em primeiro lugar pelo nível inicial da técnica e pelas experiências motoras adquiridas. Os desportistas com melhor treino em coordenação aprendem mais depressa a execução tecnicamente correcta do que outros que possuem um repertório de movimentos menor e uma base coordenativa restrita. Portanto, é muito importante o trabalho precoce no sentido de ampliar o repertório de movimentos e aperfeiçoar as técnicas básicas de execução dos mesmos.

Para explicar o processo da aprendizagem, há que se entender as bases psicológicas e neurofisiológicas da aprendizagem de movimentos. Só assim, poderemos entender como o atleta passa do estado de não saber ao estado de realização de certo movimento.

Para que um acto motor seja aprendido por um indivíduo, ocorre a divisão desse processo em três fases:
  • Fase pré- motora: preparação do acto por estabelecimento de um programa motor (visualização do acto).
  • Fase motora: realização de programas motores. Aqui o atleta vivência e experimenta o que antes só havia na sua mente.
  • Fase pós-motora: apreciação do movimento; o atleta julga se o que fez pareceu ou não com aquilo que lhe foi ensinado. Caso encontre falhas no seu movimento, poderá então estabelecer um novo processo motor.
O Professor/Treinador poderá corrigir o gesto motor do atleta durante ou após a execução do movimento.
Há que se repetir o gesto motor desejado constantemente, pois a aprendizagem motora ou a técnica nada mais é do que o condicionamento das ligações sinápticas que induzem os sistemas neuronais a uma nova textura, específica para aquele movimento.

O elogio e a censura, o stress de aprendizagem e a atenção aparecem como reforçadores tanto positivos como negativos da aprendizagem motora, portanto técnica; daí a sua importância. Esses elementos influenciam, pela estimulação ou inibição, o desenvolvimento dos processos de síntese feito pelo sistema nervoso do atleta. Portanto, o elogio e a censura devem ser factores de grande preocupação por parte dos treinadores uma vez que usando-os, de uma ou outra forma, ocorrerão modificações nas fórmulas bioquímicas do organismo do atleta, fazendo com que ele assuma determinado tipo de comportamento.

O Treinador deve, logo no início do trabalho com aquele atleta, instrui-lo a executar a técnica do movimento mais eficaz e económica na realização daquela tarefa, para, mais tarde, permitir os ajustes pessoais de estilo de cada atleta. Nesse ponto, o Treinador passa a corrigir o atleta baseando-se na sua técnica individual.

Para que sejam possíveis correcções motoras precisas, deve-se utilizar mecanismos de controlo como filmes, fotos e vídeos.

O processo de aprendizagem técnica deve prosseguir sem muitas pausas prolongadas entre as unidades de treino, senão a eficácia do treino poderá diminuir. O treino técnico deve ser feito em estado repousado; a quantidade das repetições de exercício deve adaptar-se às bases condicionais e à capacidade de concentração; um sistema nervoso central cansado não permite uma concentração ideal.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Credibilidade – Comunicação com Crianças e Jovens

O êxito como Treinador depende, em grande medida, da sua capacidade para comunicar efectivamente em variadas situações (e.g. quando pretende dar uma instrução, quando os pais dizem que os seus filhos não jogam tempo suficiente). Será focado uma das várias vertentes fundamentais da comunicação:
Credibilidade:
Tente lembrar-se de alguém seu conhecido que não mereça credibilidade, um companheiro de trabalho, um politico, etc. Provavelmente não lhe oferece crédito a nada que essa pessoa diz.
Porquê?
Provavelmente por alguma das seguintes razões:
1- Pensa que essa pessoa não sabe o que diz;
2- Habitualmente, nada o que ela diz tem sentido ou importância;
3- Deturpam com frequência os factos ou simplesmente mentem, e portanto deposita pouca confiança nessa pessoa;
4- Fala constantemente com um enfoque negativo;
5- Fala-lhe como se fosse estúpido ou menos importante que ele.

A credibilidade pode ser o factor mais importante para comunicar com os atletas. A credibilidade da comunicação irá reflectir-se no comportamento dos atletas sobre a veracidade do que disse.

Quando se treina jovens, eles normalmente aceitam a sua credibilidade porque desempenha o prestigioso papel de Treinador. No futuro, no entanto, é de sua responsabilidade optimizar a credibilidade mediante os seguintes pontos:
1- Ser um Treinador cooperador com os atletas;
2- Ser um conhecedor do desporto que treina, ou pelo menos, ser suficientemente honesto acerca do conhecimento que possui;
3- Ser fiável, claro e coerente na interacção com os seus atletas;
4- Irradiar cordialidade, amizade, aceitação e empatia perante os atletas e seus responsáveis educativos;
5- Ser dinâmico, espontâneo e aberto;Utilizar uma abordagem positiva.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Quais são os objectivos dos educadores/treinadores de Futebol de jovens?

Os treinadores dos escalões de formação, têm como principal objectivo, contribuir para uma formação adequada dos jovens, mas incentivando sempre o desejo e o gosto pela vitória, já que desejar vencer é uma ambição de qualquer ser humano. Não se trata, contudo, de vencer a todo o custo, pondo em causa a formação dos jovens jogadores.
Objectivos específicos dos educadores/treinadores de jovens:

  • Conhecer bem os jovens que treina, bem como as características das suas diferentes fases de desenvolvimento;

  • Contribuir para o desenvolvimento das capacidades específicas (físicas, táctico-técnicas e psíquicas) do Futebol, de acordo com as capacidades e as necessidades dos jovens;

  • Contribuir para a formação geral e integral do cidadão comum;

  • Promover o gosto e o hábito pela prática desportiva, proporcionando prazer e alegria nos jovens praticantes, através das actividades a desenvolver;

  • Dirigir as expectativas dos jovens e dois seus familiares de uma forma realista;

  • Dirigir as suas acções, valorizando fundamentalmente o esforço e o progresso na aprendizagem, colocando em primeiro lugar os interesses dos atletas e só depois as vitórias da equipa.
Segundo Papaioannou (1995), a adopção de um ambiente muito orientado para aprendizagem e pouco orientado para o rendimento é o mais adequado para crianças e jovens, tendo em vista a maximização da motivação e da realização de todas as suas capacidades.

in O Ensino do Futebol 7 – Um jogo de iniciação ao futebol de 11
Do Blogue: formacaofutebolde7.blogspot.com

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

COMO ACOMPANHAR O DESPORTO DO SEU FILHO?

Dentro de um ambiente desportivo positivo, as crianças têm oportunidade para fazer novas amizades, aprender novas técnicas e desenvolver novos interesses. A qualidade do processo de ensino-aprendizagem desportiva da criança é dita por Pais e Treinadores, onde os primeiros também são parte integral da equipa.
A atenção de qualquer programa desportivo para crianças, seja ao nível competitivo ou de recreação, deve focar essencialmente a aprendizagem e o divertimento, para depois integrar o espírito competitivo e providenciar uma boa experiência desportiva para toda a vida. A preocupação sempre no processo, não no resultado.
Este capítulo está delineado para ajudar os pais que pretendem assegurar que o seu filho (a) tenha uma experiência positiva no desporto, oferecendo informação básica pertinente. Nunca se esqueça que a educação desportiva começa muito antes de chegar ao terreno de jogo, começa em casa do jovem atleta.

Como criar um ambiente desportivo positivo para o seu filho(a)...
• Valorize o divertimento no processo de aprendizagem desportiva;
• Construa auto-estima na criança/atleta, dando relevo aos aspectos sociais (divertimento), físicos (esforço) e técnicos (desenvolvimento) da aprendizagem, e não tanto aos resultados (vitória);
• Reforce os valores (responsabilidade, disciplina, cooperação, honestidade e frontalidade) e valorize os princípios do fair-play (respeito pelos companheiros, adversários, treinadores, regras de jogo e árbitros);
• Construa na criança/atleta uma identidade desportiva inserida numa equipa/grupo de trabalho - não a valorize unicamente ou sobre os outros;
• Mostre interesse contínuo pela actividade desportiva da criança/atleta: esteja presente nos treinos, jogos e reuniões;
• Seja um bom espectador, reforçando positivamente e encorajando o esforço da criança/atleta;
• Seja cauteloso a discutir as aspirações desportivas, que podem produzir pressões desnecessárias;
• Discuta as opiniões que possui sobre as opções do treinador, longe das crianças/ atletas;
• Reforce as instruções do treinador, quando dialoga em casa com a criança sobre a prática desportiva;
• Conteste a presença de tabaco e álcool nos eventos desportivos da criança/atleta.

Comunicar com o seu filho(a) na competição...
• As crianças não querem ouvir que jogaram bem quando elas próprias sabem que não jogaram;
• Não acuse os outros jogadores, treinadores ou árbitros como responsáveis pelas derrotas. Pode fazer com que a criança não assuma as suas responsabilidade, delegando-a nos companheiros de equipa ou elabore desculpas;
• Não diga que “este jogo não é importante”, já que este poderá ser para a criança;
• Encontre algo positivo na performance da criança e dialogue com ela os factos relacionados com a aprendizagem e comportamento desportivo (seja realista!). Assegure que realiza algumas questões:
- Como te sentes acerca do que se passou no jogo?
- O que é que gostaste mais e menos no jogo?
- Divertiste-te no jogo?
- O que é que o Treinador te disse acerca do jogo?
- O que achas da tua exibição de hoje no jogo?

Miguel Teixeira

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domingo, 29 de agosto de 2010

Escutar – Comunicação com Crianças e Jovens

Escutar parece fácil, no entanto, é enganosamente difícil. Más aptidões de ouvinte provocam uma ruptura no processo de comunicação. Depois de repetidos fracassos na sua intenção em fazer-se escutar, os atletas deixam de lhe falar e, por sua vez, é muito provável que deixem de o escutar.
Como melhorar as suas capacidades de ouvinte:
1- O mais importante de tudo é reconhecer a necessidade de escutar os outros;
2- Concentrar-se na escuta, que significa que deve prestar atenção total ao que se diz. Já alguém o acusou de não escutar? Ora, se ouve muitas vezes estas palavras, realmente não sabe ouvir os outros;
3- Quando escutar, averigúe o significado da mensagem em virtude de se concentrar nos detalhes. Isto é, principalmente quando estamos em desacordo, tendemos a escutar e a responder aos detalhes que podemos atacar ou refutar, perdendo assim, os pontos fundamentais da mensagem;
4- Abstenha-se de interromper os seus atletas. Por vezes interrompemos os outros porque prevemos o que vão dizer, completando deste modo o seu pensamento. A consequência é que contestamos o que pensamos a partir daquilo que nos iam dizer! Para, por vezes, mais tarde verificarmos que não era aquilo que na realidade nos queriam dizer.
5- Respeite o direito dos seus atletas a partilhar consigo os seus pontos de vista. Não é importante escutar apenas os seus medos e problemas, mas também as suas alegrias e sucessos. A sua resposta ás opiniões dos jovens é importante para formar as suas atitudes;
6- Repreenda a tendência para responder emocionalmente ao que se diz. Tente responder construtivamente (é mais fácil dizê-lo do que fazê-lo… mas afinal não acontece o mesmo para a maioria das actividades complexas?).

Miguel Teixeira

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Qual tipo de educador/treinador de futebol ideal para os jovens?

Será o indivíduo que, simultaneamento, possua experiência como praticante desportivo e tenha uma formação própria que o habilite a treinar jovens futebolistas.
Deverá ser um educador que, possua sólidos conhecimentos de Futebol, que goste de trabalhar e que consiga estabelecer uma boa relação com os jovens; que seja conhecedor das suas diferentes fases de desenvolvimento e que conheça os meios e os métodos mais adequados para o desenvolvimento integral dos jovens.
O treinador é uma " Figura Central" de um vasto e complexo sistema de relações e de influências que compõe a actividade desportiva.
O educador/treinador, atravês de tudo aquilo que faz, educa e forma seres humanos, e constitui um modelo para todos aqueles com quem trabalha no dia a dia. As suas influências exercem-se directamente sobre os jovens futebolistas e indirectamente sobre aqueles que o rodeiam, treinadores-adjuntos, médicos, enfermeiros, dirigentes, pais e espectadores.
Para Barata (1999), o treinador deve constituir um bom exemplo e um bom modelo para o praticante desportivo, fundamentalmente junto das crianças e jovens, na medida que estes se encontram na fase de formação da sua personalidade e de aquisição de valores e referências determinantes para a sua vida futura. Por isso o treinador deve ter consciência do impacto que as suas opções e prioridades provocam nas crianças e nos jovens que treina, já que os jovens são facilmente influenciàveis e diariamente são confrontados com novas experiências e situações.
O educador/treinador, por aquilo que é e pelo que faz, exerce uma forte influência e modela o comportamento dos seus joagdores, sendo a sua acção por vezes mais forte que a dos seus prórios pais.
Na nossa actividade como educador/treinador de jovens, temos por hábito, inquirir os jovens sobre o seu desenvolvimento escolar. Um dos jovens informou-nos que havido tirado quatro negativas e faltando à verdade ao pai, disse-lhe que havido tirado apenas uma. Mais tarde, o pai do jovem apercebendo-se da verdade dos factos, dirigiu-se a nós com um ar muito triste, dizendo-nos que tratava tão bem e fazia tanto pelo seu filho, que não entendia porque é que o filho tinha mais respeito pelo treinador do que pelo seu prório pai.
Ainda sobre as influência dos treinadores, achamos particularmente interessante a ideia transmitida por Woods (1985, citado por Barata, 1998), acerca da influência do treinador sobre uma equipa de jovens, referindo que o treinador é uma das mais potentes referências para a identificação de um jovem. Ele simboliza a força, a capacidade competitiva e a independência que os jovens procuram desesperadamente atingir.
Refere ainda o mesmo autor que o treinador deveria ser avaliado e pago, não pelas vitórias ou derrotas alcançadas pelas suas equipas, mas em termos de ser humano que ele ajudou a construir.
Rui Pacheco

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

VITÓRIAS NEM SEMPRE SÃO O MAIS IMPORTANTE

Cada vez mais, a competição é algo inerente ao desporto de alto rendimento. E isso não se limita aos profissionais, que têm o quotidiano regrado a partir da actividade física. Para os jovens (sobretudo os que vêem o desporto como hipótese de mudar de vida), trabalho árduo e vitórias são coisas fundamentais para o crescimento.
Contudo, essas não devem ser as únicas directrizes de um treinador. O trabalho ideal deve-se preocupar com a inserção dos atletas no mundo em que vivem e com a transmissão de aprendizados que não se limitem às doutrinas do desporto.
“O fenómeno social do desporto, para ser transformado numa actividade de interesse real a todos os participantes, deve ser compreendido numa visão polissémica, com a visualização de componentes sociais que influenciam as acções sociais e culturais no âmbito desportivo e questionar o verdadeiro sentido do desporto a partir de uma visão crítica”, explicou Kunz.
A transmissão de uma visão crítica depende do carácter pedagógico incutido no trabalho do treinador, sobretudo nas categorias de base. Para que essa prática seja eficiente, é importante que o desporto seja visto como um modelo de evolução e não apenas como meio de fortalecer o nome do clube com vitórias e títulos.
“Teremos sempre como objectivo principal o ensino do futebol voltado à questão do esclarecimento aos que neles se inserem, procurando desta forma contribuir para a ampliação da percepção e entendimento deste campo social”, completou Kunz.
Existem três pontos fundamentais para fomentar a compreensão de mundo para os jovens atletas. É fundamental que os técnicos dêem atenção à interpretação que os atletas fazem do mundo em que vivem, a percepção da representatividade social do jogador e a compreensão acerca do futebol como fenómeno social.
Isso não significa a negação do futebol como um desporto de competição, mas a compreensão de que essa prática faz parte da cultura social do país e que, como qualquer outra manifestação cultural, precisa ser compreendido num universo cheio de particularidades.
Algumas crianças vivem o futebol como uma ilusão de mudança no seu quotidiano e como a oportunidade única de mudarem a dura rotina de suas vidas. Portanto, cabe ao treinador não se colocar como uma figura arbitrária e não abusar do excesso de vontade dos jovens. Em vez disso, ele deve usar essa disposição para ensiná-los e transmitir conhecimentos que não se limitem ao campo.

Fonte: KUNZ, Elenor. Didática da Educação Física - Futebol. Editora Unijuí, 2003.

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Um Guia Básico para Pais

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESCOLAS DE FUTEBOL – APEF
Um Guia Básico para Pais
Pedro Teques
Departamento de Psicologia e Comunicação da APEF

INTRODUÇÃO
Dentro de um ambiente desportivo positivo, as crianças têm oportunidade para fazer novas amizades, aprender novas técnicas e desenvolver novos interesses. A qualidade do processode ensino-aprendizagem desportiva da criança é ditada por pais e treinadores, onde os primeiros também são parte integral da equipa.
A atenção de qualquer programa desportivo para crianças, seja ao nível competitivo ou de recreação, deve focar essencialmente a aprendizagem e o divertimento, para depois integrar o espírito competitivo e providenciar uma boa experiência desportiva para toda a vida. A preocupação sempre no processo, não no resultado.
Este capítulo está delineado para ajudar os pais que pretendem assegurar que o seu filho(a) tenha uma experiência positiva no desporto, oferecendo informação básica pertinente. Nunca se esqueça que a educação desportiva começa muito antes de chegar ao terreno de jogo, começa em casa do jovem atleta.

COMO CRIAR UM AMBIENTE DESPORTIVO POSITIVO PARA O SEU FILHO(A)...

  • Foque o divertimento do processo de aprendizagem desportiva.
  • Construa auto-estima na sua criança, dando relevo aos aspectos sociais, físicos e técnicos da aprendizagem, e não aos resultados desportivos.
  • Optimize os princípios do fair play: respeito pelos companheiros, adversários, árbitros, regras do jogo e treinadores.
  • Não construa nele(a) apenas uma identidade desportiva; existem outras também importantes.
  • Seja o principal interessado pela participação desportiva do seu filho(a). Conhecendo as regras, presença nas reuniões, treinos e jogos.
  • Seja um bom espectador e lembre-se que é um convidado para ver o jogo do seu filho(a)
Inclui estar presente de forma positiva, reforçando positivamente e encorajando a performance do seu jovem atleta:
  • Seja cauteloso a discutir as aspirações desportivas, que podem produzir pressões desnecessárias.
  • Conteste a presença de tabaco e álcool nos eventos desportivos do seu filho(a).
  • Discuta as opiniões que possuí sobre as opções do treinador longe dos jovens atletas.
  • Reforce as instruções do treinador quando dialoga sobre a prática desportiva em casa junto do seu filho(a).
COMUNICAR COM O SEU FILHO(A) NA COMPETIÇÃO...
  • As crianças não querem ouvir que jogaram bem quando elas próprias sabem que não jogaram.
  • Não acuse os outros jogadores, treinadores ou árbitros como os responsáveis pelas derrotas.
  • Pode fazer com que a criança não assuma as suas responsabilidades, delegando-a nos companheiros de equipa ou elabore desculpas.
  • Não diga que “este jogo não é importante”, já que este poderá ser para a criança.
Encontre algo positivo na performance da criança e dialogue com ela os factos relacionados com a aprendizagem e comportamento desportivo (seja realista!). Assegure que realiza algumas desta questões:
  • Como te sentes acerca do que se passou no jogo?
  • O que é que gostaste mais e menos no jogo?
  • Divertiste-te?
  • O que é que o treinador te disse acerca do jogo?
  • O que achas da tua exibição de hoje?
O QUE OBSERVAR NA PRÁTICA OU NO JOGO...
  • Os treinos estão bem organizados, plenos de variedade e com presença do objecto de interesse para a criança (bola).
  • O treinador está atento, oferece feedback a todos os participantes, e faz com que as crianças se sintam bem.
  • Os treinadores têm uma comunicação clara, entusiástica e consistente.
  • As instruções são dadas de uma forma positiva.
  • Os treinadores encorajam as crianças e jovens a questionarem.
  • As crianças estão contentes pela participação desportiva.
  • É oferecida especial atenção aos valores, incluindo o respeito, responsabilidade, disciplina, cooperação, honestidade e frontalidade.
  • A ênfase recaí sobre o desenvolvimento, o esforço e o divertimento, e não somente na vitória.
  • O treinador comunica positivamente com os pais.
  • O treinador tem um comportamento apropriado.

Formação desportiva: características das crianças dos 8-10 anos - Pacheco, R. (2001). O ensino do futebol de 7. Porto: Grafiasa

A Formação Desportiva do jovem é um trabalho a longo prazo que não pode efectuar-se fora do respeito pelas etapas de desenvolvimento do indivíduo. A evolução motora, psicológica e sócio-afectiva, das crianças e jovens, desenrolam-se de acordo com etapas e leis biológicas bem definidas.

Esta evolução traduz um processo constante mas ao mesmo tempo descontínuo, por ciclos, onde cada um destes apresenta uma caracterização específica e diversificada. A caracterização é que permite apontar as etapas do desenvolvimento do ser humano e que, no caso da criança e do jovem, genericamente se aceita serem:
- primeira infância: nascimento – 3 anos;
- segunda infância: 3 anos – 7 anos;
- terceira infância: 7/8 anos – 12/13 anos, que compreende 2 períodos:
- 7/8 anos – 10/11 anos;
- 10/11 anos – 12/13 anos.
- puberdade: 12/13 anos – 15 anos.

TERCEIRA INFÂNCIA (8 – 10 ANOS)
Desenvolvimento Motor:
- grau de desenvolvimento esquelético é moderado e estável;
- volume do coração é muito mais pequeno em relação ao resto do corpo do que em qualquer outro período de crescimento;
- esqueleto, particularmente ao nível das cartilagens articulares, está longe da máxima resistência ao esforço, encontrando-se numa fase de evolução activa;
- massa muscular representa uma pequena percentagem do peso do corpo da criança. As suas possibilidades de Força são fracas;
- boa capacidade de aprendizagem;
- gosto pelo movimento, pelo jogo e pelas actividades físicas;
- fraca capacidade de atenção / fraca possibilidade de integração e de retenção de conteúdos;
- boa capacidade de imaginação;
- pensamento concreto e o pensamento egocêntrico;
- gostam de ser o centro das atenções;
- constituição física equilibrada e harmoniosa, havendo poucas diferenças entre os rapazes e as raparigas;
- boa predisposição para os esforços muito curtos e intensos;
- boa predisposição para o desenvolvimento da flexibilidade e da velocidade de reacção;
- boa predisposição para o desenvolvimento das capacidades coordenativas.

BIBLIOGRAFIA
- Lima, T.; Alberto, C.; Gonçalves; Coelho, O.; Longo, C.; Raposo, V.; Vieira, J.; Almeida, J. P. (1989). Manual do Monitor. Lisboa: Grafispaço Lda.

Ver ainda: Formação desportiva: privilégio de alguns ou oportunidade para todos
Em: http://www.efdeportes.com/efd83/esport.htm


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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Os exemplos que temos!!!

Ainda não nos tínhamos refeito, não da derrota e da consequente eliminação frente à equipa espanhola, porque em futebol, a derrota ou a vitória frente à Espanha são resultados normais, mas da célebre frase do Cristiano Ronaldo “Perguntem ao Carlos Queirós”, já somos surpreendidos pela informação prestada pelo próprio, que a seguir transcrevemos:

«É com muita alegria e emoção que informo ter sido recentemente pai de um rapaz. Por acordo com a mãe, que prefere manter o anonimato, o meu filho ficará confiado à minha guarda exclusiva . Sobre este assunto não prestarei quaisquer outras informações, pedindo a todos que respeitem o meu direito à privacidade (e o da criança...), ao menos numa matéria tão íntima».

Como se pode pedir respeito pelo “direito à privacidade… numa matéria tão íntima”, se é ele próprio, que começa por fazer a devassa dessa privacidade, com a publicação da informação, em redes tão vastas como o facebook e o Twiter?
Nada disto teria qualquer importância, se não fosse o Cristiano Ronaldo o capitão da Selecção Nacional… aquela frase proferida no final do jogo, era tudo, o que não queríamos ouvir de um capitão de equipa, naquele momento.
As equipas têm de rever muito bem, os critérios, que levam à escolha dos capitães de equipa, pois não basta, apenas, saber dar uns pontapés na bola melhor que os outros...
Tudo isto está ligado à formação que hoje se faz nas escolas de futebol dos grandes clubes, onde a formação, como homens, não passa de elogios balofos, no momento em que um destes produtos, ruma ao estrangeiro.
São estes os exemplos que temos!!!
FS

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Barreirense… um clube com história

Foi já no longínquo ano de 1970, que em Luanda, tive contacto pela primeira vez, com a equipa do F.C. Barreirense. Estava nessa altura no cumprimento do serviço militar obrigatório (não imaginava que mais tarde viria residir no Barreiro), onde assisti no Estádio dos Coqueiros, a um encontro entre Sporting Local e o Barreirense, que fazia nessa altura, uma digressão por Angola, não sei precisar com rigor, mas penso que o resultado foi uma vitória, jogavam nessa equipa dois jogadores que eu tinha conhecido na sua passagem pelo Silves F. C., o lateral direito José Miguel e o médio José Carlos.O FCB tinha-se qualificado nessa época para as competições europeias (Taça das Cidades com Feiras).
A partir dessa altura comecei a seguir com atenção o que acontecia com a equipa, foi assim que fui descobrindo, que deste CLUBE, saíram grandes jogadores que representaram grandes clubes nacionais e estrangeiros, onde realizaram carreiras brilhantes, conquistando vários títulos (Campeonatos Nacionais, Taças de Portugal e até Taças dos Clubes Campeões Europeus entre outros) e atingiram a honra de vestir a camisola da Selecção Nacional. Foram também estes jogadores, que envergaram e honraram a camisola do FCB, que ajudaram na construção da grandeza desta grande Instituição.
Será de toda a justiça, neste ano em que se comemora o centenário do FCB, lembrar esses nomes, foram eles de entre outros: Albano, Arsénio, Azevedo, Pedro Pireza, José Augusto, Carlos Gomes, Manuel Bento, Neno, Fernando Chalana, Carlos Manuel, Valter Costa…
Hoje quando alguns desprezam e dizem que o passado não interessa, eu relembro o lema “Olhar o passado. Conquistar o futuro. Unir os Barreirenses.”

Uma esperança que não finda,
Uma fé que tudo vence,
Um valor mais alto ainda,
Um só nome: BARREIRENSE!

FS

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Uma postura exemplar…

Eram conhecidas, no início da época que agora findou, as dificuldades com que se debateu o Prof. Pedro Pinto para formar a equipa de Escolas B, no entanto foi criticado, na minha opinião injustamente, por não ter assumido uma atitude de pressão sobre a equipa, devido a algumas exibições e resultados menos conseguidos. Nessa altura fiz no Blogue da Academia do F.C.Barreirense o seguinte comentário:

“Não nos podemos esquecer da formação, são apenas miúdos de 9 anos.
Cada um de nós tem uma visão diferente do jogo, mas temos de aprender que nem sempre se consegue a vitória e nem sempre isso é o mais importante.
O professor Pedro não é seguramente o melhor treinador do mundo, mas tem grandes qualidades humanas.”

Apesar de tudo, o Mister Pedro Pinto, como gosta de se intitular, acabou por fazer uma excelente época com a sua equipa, apenas superado pela equipa do Fabril que se tinha reforçado com os dois melhores jogadores do Barreirense (num outro comentário já lhe prestei a minha homenagem).
Mas não é dos resultados que me interessa falar neste momento de balanço, mas sim da postura exemplar, com grande elevação que o Prof. Pedro Pinto sempre colocou nas crónicas aos jogos da sua equipa, nunca reagindo negativamente às críticas que lhe eram feitas ou passando responsabilidades para terceiros (árbitros, adversários ou familiares dos miúdos), pelos insucessos pontuais da sua equipa, assumindo sempre as suas responsabilidades.
O comentário que fiz naquela altura, tem hoje toda a actualidade, e revelou-se justo, continue sempre assim Prof Pedro Pinto, talvez nem sempre tenha êxito, mas a consciência do dever cumprido também é um troféu que nem todos estão à altura de alcançar.
Não sei onde desenvolverá a sua actividade na próxima época, mas onde quer que seja, desejo-lhe as maiores felicidades.
Fernando Santos

terça-feira, 29 de junho de 2010

Fim do Blogue da Academia do F.C.Barreirense!!!


Fiquei pasmado!!! Como é possível o ex-coordenador da Formação decretar o fim do Blogue da Academia???
O seu desejo seria pôr fim à própria Academia!!!
Parece que a máxima “Os homens passam as Instituições ficam” neste caso não se aplica.
Fernando Santos

sábado, 26 de junho de 2010

Carnaval!!! Em vez do trabalho sério…

Mais uma vez o ex-coordenador do Futebol de Formação do F.C.Barreirense optou pela promoção pessoal, utilizando o Blogue da Academia de Futebol Infantil, como se de sua propriedade se tratasse. Não publicou os resultados das últimas jornadas onde participaram as equipas que ainda se encontravam em prova, nem os resultados dos torneios onde intervieram as equipas de formação da Academia, não publicando, também,  as crónicas dos jogos, como se a formação tivesse acabado com o anúncio da sua saída, esquecendo que tinha contrato com o clube até 30 de Junho, embora como coordenador do futebol de formação, mas, ainda assim, tinha o dever e a obrigação pelo respeito que lhe deveriam merecer miúdos, familiares e leitores do Blogue, de terminar o trabalho de edição que iniciara em Outubro.
Em vez disso publicou o anúncio da sua saída, sem nunca ter explicado que "projecto vertical" era esse que apresentou à direcção. Certamente um projecto com uma carga financeira que ele saberia de antemão que o clube não teria condições de aceitar, justificando assim a sua saída. O excerto do texto que a seguir publicamos diz bem como ele considera todo o clube e aqueles que não concordam com ele: "O Clube... não se pode dar ao luxo de ter assalariados que em nada contribuem para o bom funcionamento da mesma muito pelo contrário, directores que em vez de remarem para o futuro, funcionam como no passado e estão lá essencialmente para o escárnio e mal dizer...". Optou, também, pela publicação apenas das imagens da festa de campeão da equipa que treinava, como se o resto não tivesse qualquer importância. Em suma privilegiou o Carnaval!!! Em vez do trabalho sério…
(Não enviei este comentário para o Blogue da Academia porque sabia de antemão qual o seu destino)
Fernando Santos
PS. Afinal o blogue era sua propriedade??? acabou com ele!!! como se a Academia tivesse acabado com a sua saída!!!
FS

domingo, 13 de junho de 2010

Uma saída anunciada!!!

A excelência duma escola de futebol não se mede só pelas vitórias alcançadas, não se pode afirmar que somos uma referência só por essa razão, há factores muito mais importantes!!!

Uma equipa que começou em Julho de 2009 com 23 miúdos e desses 23 apenas pouco mais de uma dúzia permaneceram na equipa até final da época, algo não estará bem!!! até parece que estamos em presença de equipas profissionais em que para conseguir vitórias se “dispensam” jogadores adquirindo outros!!!

A estrutura duma escola de futebol deve ser profissional, primar pela boa organização, mas nunca esquecendo que a principal missão é ensinar e formar, as vitórias poderão acontecer mas não deverão ser o primeiro objectivo.

Se o Barreirense tem como objectivo apenas conquistar títulos nestes escalões, então fez mal em não satisfazer as exigências do coordenador da formação, mas se pelo contrário o rumo a seguir visa outros objectivos, então tomou a decisão certa.

No entanto penso que essas não terão sido as verdadeiras razões para a saída, a decisão do coordenador em abandonar o clube já estava tomada há bastante tempo, e quase toda a gente já sabia o que iria acontecer e quais as verdadeiras razões, pois toda actuação durante a época que agora finda foi pautada por uma postura que fazia adivinhar esse desfecho.

O tempo confirmará o que acabo de escrever. Veremos para onde rumará!!!
(Este comentário foi rejeitado no Blogue da Academia)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Igualdade de oportunidades e formação

Mensagem censurada no Blog da Academia do BARREIRENSE
Enviada em 04/02/2010 Quinta-feira
Assunto: Igualdade de oportunidades e formação

Não era meu propósito tornar pessoal este tema, mas definitivamente vou fazê-lo, já que esta será a última vez que comunicarei com o clube.
Analisemos então  o período que melhor observei: 21 de Dezembro a 8 de Janeiro:
Antes deste período foi entregue a todos os alunos, um plano de treino, por escrito, contemplando o período de férias do Natal e Ano Novo, com a seguinte programação:
·          21 de Dezembro – Treino
·          22 de Dezembro – Jogo treino
·          29 de Dezembro – Treino
·          30 de Dezembro – Jogo treino
O André Ventura também recebeu este plano e programou as férias tendo isso em consideração.


O que aconteceu então?
·          No dia 21 – foi feita a habitual preparação física, alguns exercícios com bola, regresso ao banco, escolhidos 14, 7 começaram um jogo treino com a equipa das Escolas B, os outros 7 ficaram no banco, incluindo o André, até aproximadamente 5 minutos do fim do treino, com excepção do Diogo Silva, Rodrigo Grilo e Ivan Sanches que entraram mais cedo. Os restantes 5 do plantel foram tomar banho e avisados que não estariam no jogo treino.
·          No dia 22 – Jogo treino com o Silveirense, o jogo teve uma duração entre 50 e 60 minutos, entraram de início os habituais titulares já sem o João Pendão e o Ruben Vinagre que foram substituídos pelo Alexandre Correia e o Tiago Rebelo, estes dois últimos que tinham acabado de chegar à equipa, o André foi sempre o último a entrar, tendo jogado distribuído pelos dois tempos não mais de 10 minutos, quando os jogadores que tinham acabado de chegar jogaram mais de 40 minutos.
·          No dia 29 – Voltou a ser feita a preparação física que durou cerca de 30 minutos, regresso ao banco, dispensados 5, entre eles o André, que foram tomar banho mais cedo e dispensados do Jogo treino do dia seguinte.
·          No dia 30 – O André não participou. (Nesta semana o treino do André resumiu-se a 30 minutos de corrida).
·          No entanto quero salientar que houve outros alunos ainda mais prejudicados, não jogaram nenhum dos jogos treino, e nos outros treinos foram tomar banho mais cedo, exemplos: Nuno Cavaco, Márcio Rodrigues, Rafael Santos.
·          Na semana de Janeiro que antecedeu o 1º jogo oficial da 2ª Fase, repetiu-se mais ou menos a mesma situação, o André voltou a não ser convocado, o que aconteceria também no jogo da semana seguinte, que já não pude acompanhar.
Tudo isto sem qualquer explicação aos encarregados de educação, numa clara falta de respeito pelos mesmos.
Será isto, igualdade de oportunidades? Será isto fazer formação?
O André dispensa essa formação, encontrará seguramente um clube, mesmo que de menor dimensão, sabendo no entanto, que não poderá competir oficialmente até final da época, mas onde continuará a fazer aquilo que mais gosta, jogar futebol, e concentrar-se no que é mais importante, a Educação Escolar.
Fernando Santos