Blogue destinado à divulgação do desporto no Distrito de Setúbal. Especial incidência no Futebol de Formação
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
sexta-feira, 15 de março de 2013
Calendário da 2ª Fase/Subidas do Campeonato Nacional da 3ª Divisão - Série E
Realizou-se hoje (15/03/2013), pelas 16 horas, o SORTEIO
da 2ª FASE do Campeonato Nacional 3ª Divisão, Fase de Subida, no Auditório "Manuel Quaresma",
na Rua Alexandre Herculano, Lisboa, sede da Federação Portuguesa de Futebol.Início: 30 de março de 2013
Fim: 09 de março de 2012
Os clubes do Distrito de Setúbal ficaram integrados na série E, com as equipas e a pontuação que indicamos a seguir:
domingo, 29 de agosto de 2010
Escutar – Comunicação com Crianças e Jovens
Escutar parece fácil, no entanto, é enganosamente difícil. Más aptidões de ouvinte provocam uma ruptura no processo de comunicação. Depois de repetidos fracassos na sua intenção em fazer-se escutar, os atletas deixam de lhe falar e, por sua vez, é muito provável que deixem de o escutar.Como melhorar as suas capacidades de ouvinte:
1- O mais importante de tudo é reconhecer a necessidade de escutar os outros;
2- Concentrar-se na escuta, que significa que deve prestar atenção total ao que se diz. Já alguém o acusou de não escutar? Ora, se ouve muitas vezes estas palavras, realmente não sabe ouvir os outros;
3- Quando escutar, averigúe o significado da mensagem em virtude de se concentrar nos detalhes. Isto é, principalmente quando estamos em desacordo, tendemos a escutar e a responder aos detalhes que podemos atacar ou refutar, perdendo assim, os pontos fundamentais da mensagem;
4- Abstenha-se de interromper os seus atletas. Por vezes interrompemos os outros porque prevemos o que vão dizer, completando deste modo o seu pensamento. A consequência é que contestamos o que pensamos a partir daquilo que nos iam dizer! Para, por vezes, mais tarde verificarmos que não era aquilo que na realidade nos queriam dizer.
5- Respeite o direito dos seus atletas a partilhar consigo os seus pontos de vista. Não é importante escutar apenas os seus medos e problemas, mas também as suas alegrias e sucessos. A sua resposta ás opiniões dos jovens é importante para formar as suas atitudes;
6- Repreenda a tendência para responder emocionalmente ao que se diz. Tente responder construtivamente (é mais fácil dizê-lo do que fazê-lo… mas afinal não acontece o mesmo para a maioria das actividades complexas?).
Miguel Teixeira
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Um Guia Básico para Pais
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ESCOLAS DE FUTEBOL – APEF
Um Guia Básico para Pais
Pedro Teques
Departamento de Psicologia e Comunicação da APEF
INTRODUÇÃO
Dentro de um ambiente desportivo positivo, as crianças têm oportunidade para fazer novas amizades, aprender novas técnicas e desenvolver novos interesses. A qualidade do processode ensino-aprendizagem desportiva da criança é ditada por pais e treinadores, onde os primeiros também são parte integral da equipa.
A atenção de qualquer programa desportivo para crianças, seja ao nível competitivo ou de recreação, deve focar essencialmente a aprendizagem e o divertimento, para depois integrar o espírito competitivo e providenciar uma boa experiência desportiva para toda a vida. A preocupação sempre no processo, não no resultado.
Este capítulo está delineado para ajudar os pais que pretendem assegurar que o seu filho(a) tenha uma experiência positiva no desporto, oferecendo informação básica pertinente. Nunca se esqueça que a educação desportiva começa muito antes de chegar ao terreno de jogo, começa em casa do jovem atleta.
COMO CRIAR UM AMBIENTE DESPORTIVO POSITIVO PARA O SEU FILHO(A)...
- Foque o divertimento do processo de aprendizagem desportiva.
- Construa auto-estima na sua criança, dando relevo aos aspectos sociais, físicos e técnicos da aprendizagem, e não aos resultados desportivos.
- Optimize os princípios do fair play: respeito pelos companheiros, adversários, árbitros, regras do jogo e treinadores.
- Não construa nele(a) apenas uma identidade desportiva; existem outras também importantes.
- Seja o principal interessado pela participação desportiva do seu filho(a). Conhecendo as regras, presença nas reuniões, treinos e jogos.
- Seja um bom espectador e lembre-se que é um convidado para ver o jogo do seu filho(a)
- Seja cauteloso a discutir as aspirações desportivas, que podem produzir pressões desnecessárias.
- Conteste a presença de tabaco e álcool nos eventos desportivos do seu filho(a).
- Discuta as opiniões que possuí sobre as opções do treinador longe dos jovens atletas.
- Reforce as instruções do treinador quando dialoga sobre a prática desportiva em casa junto do seu filho(a).
- As crianças não querem ouvir que jogaram bem quando elas próprias sabem que não jogaram.
- Não acuse os outros jogadores, treinadores ou árbitros como os responsáveis pelas derrotas.
- Pode fazer com que a criança não assuma as suas responsabilidades, delegando-a nos companheiros de equipa ou elabore desculpas.
- Não diga que “este jogo não é importante”, já que este poderá ser para a criança.
Encontre algo positivo na performance da criança e dialogue com ela os factos relacionados com a aprendizagem e comportamento desportivo (seja realista!). Assegure que realiza algumas desta questões:
- Como te sentes acerca do que se passou no jogo?
- O que é que gostaste mais e menos no jogo?
- Divertiste-te?
- O que é que o treinador te disse acerca do jogo?
- O que achas da tua exibição de hoje?
O QUE OBSERVAR NA PRÁTICA OU NO JOGO...
- Os treinos estão bem organizados, plenos de variedade e com presença do objecto de interesse para a criança (bola).
- O treinador está atento, oferece feedback a todos os participantes, e faz com que as crianças se sintam bem.
- Os treinadores têm uma comunicação clara, entusiástica e consistente.
- As instruções são dadas de uma forma positiva.
- Os treinadores encorajam as crianças e jovens a questionarem.
- As crianças estão contentes pela participação desportiva.
- É oferecida especial atenção aos valores, incluindo o respeito, responsabilidade, disciplina, cooperação, honestidade e frontalidade.
- A ênfase recaí sobre o desenvolvimento, o esforço e o divertimento, e não somente na vitória.
- O treinador comunica positivamente com os pais.
- O treinador tem um comportamento apropriado.
Formação desportiva: características das crianças dos 8-10 anos - Pacheco, R. (2001). O ensino do futebol de 7. Porto: Grafiasa
A Formação Desportiva do jovem é um trabalho a longo prazo que não pode efectuar-se fora do respeito pelas etapas de desenvolvimento do indivíduo. A evolução motora, psicológica e sócio-afectiva, das crianças e jovens, desenrolam-se de acordo com etapas e leis biológicas bem definidas.
Esta evolução traduz um processo constante mas ao mesmo tempo descontínuo, por ciclos, onde cada um destes apresenta uma caracterização específica e diversificada. A caracterização é que permite apontar as etapas do desenvolvimento do ser humano e que, no caso da criança e do jovem, genericamente se aceita serem:
- primeira infância: nascimento – 3 anos;
- segunda infância: 3 anos – 7 anos;
- terceira infância: 7/8 anos – 12/13 anos, que compreende 2 períodos:
- 7/8 anos – 10/11 anos;
- 10/11 anos – 12/13 anos.
- puberdade: 12/13 anos – 15 anos.
TERCEIRA INFÂNCIA (8 – 10 ANOS)
Desenvolvimento Motor:
- grau de desenvolvimento esquelético é moderado e estável;
- volume do coração é muito mais pequeno em relação ao resto do corpo do que em qualquer outro período de crescimento;
- esqueleto, particularmente ao nível das cartilagens articulares, está longe da máxima resistência ao esforço, encontrando-se numa fase de evolução activa;
- massa muscular representa uma pequena percentagem do peso do corpo da criança. As suas possibilidades de Força são fracas;
- boa capacidade de aprendizagem;
- gosto pelo movimento, pelo jogo e pelas actividades físicas;
- fraca capacidade de atenção / fraca possibilidade de integração e de retenção de conteúdos;
- boa capacidade de imaginação;
- pensamento concreto e o pensamento egocêntrico;
- gostam de ser o centro das atenções;
- constituição física equilibrada e harmoniosa, havendo poucas diferenças entre os rapazes e as raparigas;
- boa predisposição para os esforços muito curtos e intensos;
- boa predisposição para o desenvolvimento da flexibilidade e da velocidade de reacção;
- boa predisposição para o desenvolvimento das capacidades coordenativas.
BIBLIOGRAFIA
- Lima, T.; Alberto, C.; Gonçalves; Coelho, O.; Longo, C.; Raposo, V.; Vieira, J.; Almeida, J. P. (1989). Manual do Monitor. Lisboa: Grafispaço Lda.
Ver ainda: Formação desportiva: privilégio de alguns ou oportunidade para todos
Em: http://www.efdeportes.com/efd83/esport.htm
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terça-feira, 29 de junho de 2010
Fim do Blogue da Academia do F.C.Barreirense!!!
Fiquei pasmado!!! Como é possível o ex-coordenador da Formação decretar o fim do Blogue da Academia???
O seu desejo seria pôr fim à própria Academia!!!
Parece que a máxima “Os homens passam as Instituições ficam” neste caso não se aplica.
Fernando Santos
domingo, 2 de maio de 2010
Será benéfico queimar etapas na formação desportiva???
(algumas reflexões sobre a aceleração do processo de maturação)
Para a iniciação precoce há necessidade que o atleta tenha alcançado certo grau de desenvolvimento intelectual, a fim de que melhor possa compreender e interpretar as normas e regras e entender com quem está competindo, para assim se poder avaliar se a criança atingiu um desenvolvimento fisiológico ideal para iniciar este tipo actividade desportiva.
A criança é particularmente sensível às condições de vida que lhe são impostas, respondendo, por sua vez, com alterações do comportamento. O desporto vai proporcionar uma ajuda a estes jovens e contribuir para a determinação dos mecanismos sociais, educativos e culturais que favoreçam o seu desenvolvimento harmonioso e equilibrado, não promovendo a aceleração do processo de maturação.
A capacidade de desempenho aumenta à medida que a criança se aproxima da maturidade física, por isso se um atleta ainda criança não está completamente desenvolvido biologicamente, para ter um treino forçado ou que ultrapasse os seus limites (é como ensinar matemática da faculdade a uma criança de 7 anos), pode causar problemas futuros a essa criança. Por outro lado quem aprende futebol pode desenvolver um acervo de habilidades bastante diversificado. O rendimento, neste nível, depende bastante das condições físicas. No entanto, no futebol ou em qualquer outro desporto colectivo, recomenda-se que a preparação física também seja preparação técnica. Todas as actividades devem envolver bola, a não ser em casos especiais, como a musculação.
Na prática desportiva precoce produz-se uma iniciação ou especialização alucinada ao indivíduo que começa a despontar no meio desportivo, mas é muito difícil conhecer com perfeição as características do futuro atleta de elite quando este ainda é muito jovem.
Nos atletas precoces podemos observar níveis altos de ansiedade e stress. O nível de ansiedade no início do treino pode ser mais visível, com o tempo a ansiedade vai passando. Na iniciação precoce, pode-se causar alguns danos mentais e morais a estes talentos desportivos, que podiam ter um futuro promissor, acabando em fracassos e desilusões.
É importante entender que uma criança não é um adulto em miniatura, o desporto, é todo um processo e factores, deve ser organizado para desenvolver a capacidade de cada atleta, para melhorar o seu desempenho sem exageros e não para satisfazer a vontade e ambição dos pais e treinadores.
Com isto, deixam para trás factores importantes relacionados com a saúde e o bem que poderia ser conquistado pela prática da actividade física.A especialização precoce, apresenta quase sempre factores que são primordiais no abandono da prática desportiva.
Fernando Santos
Consultar também:
Treino de Jovens em: http://www.adal.pt/artigos/Jovens/Teino_jovens_Iniciacao_principios.pdf
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